Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.23/781
Título: O “paradoxo dos fumadores” revisitado.
Autor: Gaspar, A
Nabais, S
Torres, M
Rocha, S
Brandão, A
Azevedo, P
Álvares-Pereira, M
Correia, A
Palavras-chave: Tabaco
Síndrome Coronária Aguda
Data: 2008
Citação: XXX Congresso Português de Cardiologia, Vilamoura, 19 -23 de Abril, 2008.
Resumo: Introdução: O termo “paradoxo dos fumadores” surgiu na sequência de vários estudos que descreveram uma menor mortalidade a curto prazo nos doentes com história de tabagismo, internados com Síndrome Coronário Agudo (SCA). No entanto, trabalhos mais recentes têm contestado a existência deste fenómeno. Objectivo: Avaliar a ocorrência do “paradoxo dos fumadores” na nossa população de doentes internados por SCA. Métodos: Foram analisados 1228 doentes admitidos consecutivamente por SCA de Janeiro 2004 a Março 2007. Os doentes foram classificados em 2 grupos, o grupo I incluindo os doentes sem história de tabagismo (n=778) e o grupo II os doentes com história de tabagismo (n=450). Os “endpoints” foram a morte no internamento e morte total aos 6 meses. Resultados: Verificou-se que os doentes sem história de tabagismo eram mais idosos (68,25 ± 12,22 anos contra 58,13 ± 11,91 anos), mais frequentemente do sexo feminino, e apresentavam com maior frequência diabetes mellitus (DM), hipertensão arterial (HTA) e insuficiência renal (p <0,05). Os doentes que nunca fumaram tiveram mais frequentemente enfarte agudo do miocárdio (EAM) sem supra de ST enquanto os doentes com história de tabagismo tiveram mais EAM com supra de ST (p <0,05). Os doentes sem história de tabagismo eram mais frequentemente medicados com nitratos, diuréticos e antagonistas de cálcio e menos com β – bloqueadores (p <0,05), não se tendo encontrado diferenças quanto à restante terapêutica médica. Os doentes com história tabágica foram mais frequentemente submetidos a coronariografia (p <0,01). Apesar de se observar, na análise univariável, maior mortalidade intra-hospitalar e aos 6 meses nos doentes sem antecedente de tabagismo (p <0,05), a análise multivariável, com o ajuste para os factores de risco mais reconhecidos (idade, classe KK na admissão, pressão arterial sistólica e frequência cardíaca na admissão, disfunção ventricular esquerda, presença de insuficiência renal) não permitiu confirmar esta associação. Conclusão: Na nossa população de doentes internados por SCA, não se verificou nenhum “paradoxo dos fumadores”. A ocorrência de maior mortalidade observada entre os doentes sem história de tabagismo correlaciona-se provavelmente com as diferenças das características basais dos doentes, nomeadamente idade mais avançada e maior número de co-morbilidades (DM, HTA e insuficiência renal).
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.23/781
Aparece nas colecções:HB - CAR - Comunicações e Conferências

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